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BRASIL ENTRA NO TOP 10 MUNDIAL DE VIAGENS CORPORATIVAS COM CRESCIMENTO DE 13,8%

Notícias
11 ago 2026
Melhores destinos para 2025

Viagens corporativas

O mercado brasileiro de viagens corporativas deve alcançar US$ 35,8 bilhões em 2026, o equivalente a cerca de R$ 183 bilhões, colocando o país entre os dez maiores mercados do mundo no segmento. A projeção representa um crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior, o maior índice estimado entre as principais economias globais.

Os dados fazem parte do Business Travel Index (BTI) Outlook 2026, estudo apresentado durante a GBTA Convention 2026, realizada em Chicago, nos Estados Unidos. O levantamento acompanha o desempenho das viagens corporativas e aponta mudanças no comportamento das empresas após a retomada dos encontros presenciais.

Entre os 15 maiores mercados mundiais de viagens corporativas, o Brasil apresenta a maior previsão de crescimento para 2026. O Japão aparece na sequência, com expansão estimada de 10%, enquanto Estados Unidos e Alemanha devem registrar alta de 6,7%. Para a China, a projeção é de crescimento de 5,9%.

O cenário indica uma recuperação consistente do turismo de negócios no Brasil, impulsionada pela retomada de eventos presenciais, pelo aumento dos investimentos e pela necessidade de fortalecer relações comerciais.

Após a expansão das reuniões virtuais durante a pandemia, as empresas passaram a adotar uma abordagem mais estratégica para os deslocamentos. As viagens corporativas estão cada vez mais associadas à geração de negócios, relacionamento com clientes, inovação e fortalecimento das equipes.

Em escala mundial, os gastos com viagens corporativas devem atingir US$ 1,71 trilhão em 2026, aproximadamente R$ 8,7 trilhões. O valor representa crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. O número de viagens, por outro lado, deve crescer em ritmo mais moderado. A previsão é de aproximadamente 1,84 bilhão de deslocamentos, alta de 1,3% sobre 2025.

A diferença entre o crescimento dos gastos e o volume de viagens reforça uma mudança no perfil do mercado. Em vez de ampliar a quantidade de deslocamentos, as empresas têm priorizado viagens consideradas mais estratégicas e capazes de gerar retorno para os negócios.

Uma pesquisa realizada em maio de 2026 com 4,7 mil viajantes corporativos de diferentes países também aponta para a recuperação do segmento. Segundo o levantamento, 74% dos entrevistados afirmam viajar com a mesma frequência ou mais do que antes da pandemia.

As viagens internacionais também voltaram a ganhar espaço, embora muitas empresas mantenham regras mais rigorosas para aprovação de deslocamentos, controle de custos e avaliação dos resultados obtidos.

Nesse cenário, a tecnologia ganhou importância na gestão dos programas corporativos. Plataformas digitais são utilizadas para reservas, controle de despesas, acompanhamento dos viajantes e análise de indicadores, contribuindo para maior eficiência e previsibilidade.

Gestão ganha importância estratégica

O crescimento do mercado também transforma o papel dos profissionais responsáveis pelas viagens corporativas. A atividade, antes concentrada principalmente na negociação com fornecedores e no controle de despesas, passou a envolver aspectos como planejamento estratégico, sustentabilidade, gestão financeira e experiência do viajante.

Com isso, aumenta a demanda por profissionais capazes de trabalhar com dados, tecnologia e indicadores de desempenho. A gestão das viagens passa a considerar não apenas os custos dos deslocamentos, mas também o impacto que eles podem gerar para os negócios.

A projeção de R$ 183 bilhões em movimentação para 2026 reforça a importância das viagens corporativas para a economia brasileira. O segmento impacta diretamente companhias aéreas, hotéis, restaurantes, locadoras de veículos, centros de convenções e outros serviços ligados ao turismo e aos eventos.