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META APRESENTA IA QUE PLANEJA E RESERVA VIAGENS, MAS EXIGE AUTORIZAÇÃO ANTES DE COMPRAS

Notícias
11 set 2026
Melhores destinos para 2025

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A Meta apresentou o Muse, novo agente pessoal de inteligência artificial desenvolvido para executar tarefas que normalmente exigem uma sequência de pesquisas, acessos a sites e preenchimento de formulários. Entre as possibilidades está o planejamento e a reserva de viagens, ampliando o uso da IA no turismo para além da recomendação de destinos, hotéis e passagens.

Diferentemente de ferramentas que apenas apresentam sugestões, o Muse pode abrir um navegador, pesquisar alternativas, acessar páginas, preencher informações e avançar nas etapas necessárias para concluir uma tarefa. Quando chega a uma ação considerada sensível, como realizar uma compra ou enviar um e-mail, o sistema interrompe o processo e solicita autorização do usuário.

A proposta é permitir que a interação aconteça de maneira semelhante a uma conversa. O usuário descreve o que precisa e o agente organiza as etapas necessárias para executar a solicitação. O Muse está disponível pelo aplicativo próprio e também pode ser acessado pelo WhatsApp.

No caso de uma viagem, por exemplo, o usuário pode delegar ao agente tarefas como pesquisar hospedagens, comparar opções, verificar disponibilidade e horários, acessar sites e preencher formulários. O sistema também pode continuar trabalhando mesmo depois que a pessoa fecha o aplicativo, retornando quando houver alguma atualização ou quando uma autorização for necessária.

A autonomia, porém, não elimina a participação humana. Antes de concluir uma compra ou executar determinadas ações em nome do usuário, o Muse depende de aprovação.

Outro recurso anunciado é a possibilidade de realizar pagamentos por meio do Link, desenvolvido pela Stripe. A carteira destinada aos agentes utiliza um cartão de uso único durante as compras, evitando a exposição dos dados reais do cartão. A Meta também planeja adicionar o Shop Pay e integrar o 1Password, permitindo que o agente utilize credenciais já existentes do usuário.

Com isso, a tecnologia pretende avançar da etapa de pesquisa para a execução completa de tarefas. No turismo, a experiência pode deixar de ser apenas uma consulta sobre qual hotel escolher e passar a envolver todo o processo até o momento da reserva.

O Muse também conta com um recurso de memória que permite armazenar informações consideradas relevantes pelo usuário e utilizá-las em interações futuras. Preferências compartilhadas anteriormente podem ser aproveitadas em novas tarefas, reduzindo a necessidade de repetir informações.

A Meta afirma que o usuário poderá escolher quais aplicativos serão conectados ao agente e definir o nível de acesso concedido. As permissões podem ser alteradas ou os serviços desconectados posteriormente. No caso do e-mail, por exemplo, é possível determinar se o Muse terá apenas acesso às mensagens ou também poderá enviar conteúdo em nome do usuário.

Para lidar com questões de segurança, a Meta desenvolveu a Muse Secure VM, uma máquina virtual dedicada onde ficam o agente e os dados relacionados aos serviços conectados. O sistema também conta com o Sentinel, um segundo agente responsável por controlar o acesso do Muse à internet.

Segundo a empresa, o Muse não tem acesso direto às senhas ou aos dados de pagamento armazenados no sistema. A proposta é permitir que determinadas credenciais sejam utilizadas no navegador sem que o agente tenha acesso ao conteúdo delas. O usuário também pode acompanhar um histórico das ações realizadas e planejadas.

A Meta afirma ainda que conversas e dados armazenados na máquina virtual não são compartilhados com seus sistemas de publicidade. Também será possível optar por não permitir que as interações sejam utilizadas para o treinamento dos modelos de inteligência artificial da empresa.

A companhia já anunciou uma evolução da tecnologia, o Muse Confidential VM, que deverá criptografar toda a máquina virtual, incluindo dados e conversas, com uma chave sob controle exclusivo do usuário. O lançamento está previsto para ainda este ano.

O Muse começou a ser disponibilizado nos Estados Unidos para iOS, Android e pela plataforma muse.ai. A Meta também planeja levar o agente para seus óculos de inteligência artificial. O serviço terá uma modalidade gratuita para a maior parte das funções, além de planos de assinatura para usuários que desejarem ampliar o uso.