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BRASILEIROS LIDERAM RESERVAS DE EXPERIÊNCIAS TURÍSTICAS NA AMÉRICA LATINA

Notícias
25 set 2026
Melhores destinos para 2025

Peru

O Brasil se destaca no mercado latino-americano de experiências turísticas. Um estudo realizado pela Arival e pela Phocuswright, a pedido da Civitatis, aponta que os brasileiros são os viajantes que mais reservam atrações, atividades e passeios guiados entre os mercados analisados.

A pesquisa ouviu 1.200 viajantes de lazer do Brasil, Argentina e México e identificou diferenças no comportamento dos turistas dos três países. Na viagem mais recente, os brasileiros reservaram, em média, 4,4 atrações, 4,4 atividades e 3,1 passeios guiados, índices superiores aos registrados nos demais mercados.

O levantamento também mostra que o viajante brasileiro realiza viagens de lazer com maior frequência, permanece mais tempo nos destinos e apresenta o maior gasto médio por viagem entre os três países pesquisados.

Quase 30% dos brasileiros entrevistados afirmaram realizar quatro ou mais viagens de lazer por ano. Entre argentinos, o índice é de 21%, enquanto entre mexicanos chega a 19%.

A permanência média dos brasileiros também se destaca: oito noites por viagem, com gasto médio de US$ 2.699 por pessoa. Apesar do maior gasto total por viagem, o tíquete médio individual das experiências é superior no México.

Entre os mexicanos, o valor médio é de US$ 92 por passeio, US$ 105 por atividade e US$ 116 por atração. No Brasil, os valores correspondem a US$ 73, US$ 74 e US$ 80, respectivamente.

Os dados indicam um comportamento de viagem marcado por maior frequência e permanência, acompanhado de uma programação turística diversificada.

As experiências também ocupam espaço relevante na decisão de viagem dos latino-americanos. Seis em cada dez entrevistados consideram esse tipo de atividade muito ou extremamente importante na escolha de um destino.

Mais de 60% do tempo dos viajantes nos destinos é dedicado a experiências, enquanto 34% corresponde à hospedagem e 6% aos voos. A adesão também é elevada: 96% dos entrevistados visitaram ao menos uma atração durante a última viagem, 87% fizeram algum passeio guiado e 77% participaram de atividades turísticas.

O planejamento varia de acordo com o tipo de experiência. Atrações costumam ser reservadas com maior antecedência, enquanto passeios guiados apresentam maior participação de decisões próximas à data da atividade.

A inteligência artificial já faz parte da jornada de planejamento de uma parcela significativa dos viajantes latino-americanos. Sete em cada dez entrevistados afirmam ter utilizado alguma ferramenta de IA para planejar uma viagem. Entre pessoas de 18 a 34 anos, o índice chega a 80%.

O ChatGPT aparece como a ferramenta mais utilizada, citado por 43% dos participantes, seguido pelo Google Gemini, com 35%, pelo Google AI Overviews, com 23%, e por ferramentas de inteligência artificial integradas a sites de viagens, com 22%.

Apesar da presença crescente da tecnologia na etapa de planejamento, a utilização de IA diretamente para efetuar reservas ainda é menor. Apenas 12% dos entrevistados afirmaram ter usado essas ferramentas para reservar experiências, enquanto 22% utilizaram IA para reservas de voos ou hotéis.

A confiança continua sendo um fator relevante na decisão de compra. Recomendações de amigos e familiares aparecem entre as fontes mais consideradas, seguidas pelas avaliações de outros viajantes e pela orientação de agentes de viagens. No Brasil, 93% dos entrevistados afirmaram que avaliações de outros viajantes são decisivas para a reserva.

Apesar do crescimento de experiências específicas e de nicho, produtos turísticos tradicionais continuam concentrando grande parte da procura. City tours, atrações culturais e marcos históricos aparecem entre as atividades mais buscadas nos três mercados analisados.

Experiências gastronômicas e excursões ao ar livre também apresentam forte demanda, especialmente entre brasileiros e mexicanos. Entre os viajantes de 18 a 34 anos, festivais, eventos esportivos e atividades com anfitriões locais ganham espaço.

As viagens em família também têm participação significativa. Segundo o estudo, 45% dos latino-americanos viajaram com crianças na última viagem, enquanto 19% viajaram com a família ampliada. As viagens solo representaram 9% das respostas.

O estudo relaciona o crescimento do mercado de experiências à expansão da classe média latino-americana, que passou de 33% da população em 2021 para 41%.

Dados citados no levantamento apontam que o turismo representa aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto da América Latina, equivalente a cerca de US$ 714 bilhões, além de sustentar 28,2 milhões de empregos na região.

Segundo dados da Civitatis, a frequência de viagens dos latino-americanos cresceu 32,53% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.

O cenário indica oportunidades para destinos, empresas e operadores turísticos ampliarem a oferta de experiências, combinando produtos tradicionais com atividades voltadas a diferentes perfis de viajantes. Entre as tendências apontadas estão o desenvolvimento de experiências de nicho, a criação de produtos para famílias e públicos mais jovens, o fortalecimento da presença digital e o uso da inteligência artificial como ferramenta de descoberta.

A pesquisa também reforça a importância da reputação digital para a conversão em reservas, especialmente por meio de avaliações de viajantes, recomendações e informações claras sobre os produtos oferecidos.